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Informação Sumária

 

Padroeira: Santa Eulália

Habitantes: Cerca de 1400 pessoas

Eleitores Inscritos: 878 eleitores no ano de 2009.

Sectores laborais: Agricultura, construção civil, comércio e serviços.

Tradições festivas: Nossa Senhora dos Remédios (14 e I5 de Agosto), Santa Eulália (Dezembro), Senhor do Socorro (Julho), Santo António (Junho) e Santíssimo (Junho).

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Cruzeiro de Venade, fontanário, coreto, Igreja Paroquial e arcadas de portões brasonadas, Capela de Santo Antão, Monte de Santo Antão com vestígios arqueológicos, Penedo do Fojo (Aldeia Nova), rio Coura (sítio do Pego), rio Tinto (moinhos), largos do Adro e do Senhor do Socorro.

Artesanato: Cestaria em vime.

Gastronomia: Papas de milho, cozido à portuguesa, presunto e Vinho Verde, chouriços (de carne, de sangue e de cebola e massa) e broa de milho.

Colectividades: Centro de Cultura e Desporto de Venade, Grupo Desportivo e Cultural de Venade e Grupo Coral de Venade.

  

 

ASPECTOS GEOGRÀFICOS

 

        Situada a três quilómetros da vila de Caminha, a sede do concelho a que pertence, a Freguesia de Venade ocupa uma área de cerca de 585 ha. Confronta, a Norte, com o rio Coura (margem esquerda), encontrando-se Vilar de Mouros (lugar de Marinhas) e a Freguesia de Seixas (lugar de Coura), na outra margem. A Sul, faz limites com as Freguesia de Azevedo e de Gondar. A Nascente, estabelece limites com as Freguesia de Argela e de Dem, A Poente, limita com as Freguesia de Vilarelho, de Cristelo e de Moledo.

É circundada pelos montes da Chã Vermelha, da Senhora da Serra ou das Neves e de Santo Antão, estende-se desde um bonito e produtivo vale até ao planalto dos montes citados. Desta forma apresenta uma paisagem rural com uma considerável componente florestal e, também, uma área de junqueiras na sua zona ribeirinha, no que ao rio Coura diz respeito.

Efectivamente, todas as freguesias aqui citadas, pertencem ao concelho de Caminha.

Venade é formada por 16 lugares principais: Aldeia Nova, Barge, Castanheirinho, Chão, Coruche, Cruzeiro, Cruzinha, Escusa, Feital, Fornas, Mouteira, Poço, Ribas, Rio Tinto, Rosmaninho e Sobral.

Do seu património, o destaque vai para o formoso Cruzeiro de Venade esculpido, em cantaria, estilo barroco, com a N. Sra. da Conceição sobre o fuste salomónico. Construído entre 1760 e 1790 a expensas do povo, está classificado como de "Interesse Público". Nota, ainda, para os Cruzeiros da Escola, do Senhor do Socorro e da Rua. Também, para as capelas e para o vasto conjunto de alminhas e dois relógios de sol. Tem Venade quatro capelas. Capela de Santo Antão; Senhora do Caminho; Senhora do Loreto e Senhor do Socorro. Só a de Santo Antão é pública, construída provavelmente nos séculos XIII ou XIV.

A freguesia é dotada de várias fontes de água.

Venade é, também, muito procurada, quer pelo património arquitectónico envolvente ao Adro onde está o coreto, a Igreja Paroquial e a Junta de Freguesia, quer pelos belíssimos panoramas observados do Miradouro do Fojo, e de outros pontos elevados desta terra.

Os cursos de água como o rio Coura e o rio Tinto são agregadores de valores turísticos e de lazer.

As terras, designadamente as mais enxutas das encostas, produzem um excelente vinho verde.

 

RESENHA HISTÓRICA

 

O topónimo Venade parece derivar dum genitivo de expressão latino-cristã (Bene-Natus) ou "Benenatis" (A bem nascida), oriundo de "Benade", que, por sua vez, teria vindo de "Baenis", nome que os Romanos atribuiam ao rio Coura e a uma povoação existente na sua confluência com o rio Minho, dando origem à vila de Caminha e à freguesia de Venade. Era muito corrente, no século XI, utilizar esse genitivo de expressão latino-cristã (Bene-Natus) em documentos, para indicar os que tinham por nascimento uma "qualidade" superior aos outros.

Toda esta região tem um passado pré-histórico, cujos vestígios estão evidentes. A Freguesia de Venade, tem na sua heráldica uma prova desse passado longínquo. São duas antas a representarem esses monumentos funerários da época neolítica —,(há cerca de 6 000 anos), que foram encontradas no séc XIX.

Uma delas próxima da Capela de Santo Antão e outra ali perto, no denominado Poço ou Cova do Armada, como testemunhou o arqueólogo Martins Sarmento.

Ainda, a respeito da história desta freguesia, o livro "Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte

Arquivos Nacionais/Torre do Tombo" diz

textualmente: «Nas Inquirições de D. Afonso III, de 1258, é mencionada este freguesia.

A sua igreja pertencia ao Bispado de Tui.

Relacionada na lista de 1320 das freguesias entre os rios Lima e Minho, pertencentes a diocese de Tui, a paróquia de Venade figura no arcediagado da Vinha (Areosa), tendo-lhe sido atribuída a taxa de 50 libras.

Do Livro das Confirmações de D. Diogo de Sousa consta a doação do seu padroado ao marquês de Vila Real.

Em 1641 passou a donatária desta freguesia a Casa do Infantado que apresentava o reitor.»

 

( Fontes consultadas: Caminha e seu Concelho, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e Freguesias Autarcas do Século XXI  )